"A alegria é a vibração mais alta e mais próxima de Deus. Tudo pode ser arranjado e curado pela alegria. É um meio maravilhoso de conceber as coisas. É um meio maravilhoso de resolver os problemas. É um meio maravilhoso de viver feliz. Quando se anda na senda, é preciso sorrir, caminhando, e o sorriso atrairá a libertação"

Kuan Yin

Segundo a lenda, Kuan Yin estava prestes a entrar no céu, quando parou no limiar ao ouvir os gritos do mundo. Neste momento, ela fez um juramento de permanecer nos reinos terrestres e não entre os mundos divinos até que todos pudessem ser atendidos por seus lamentos.

Kuan Yin é considerada a forma feminina de Avalokitesvara ou Avalokita – Bodhisattva da Misericórdia do budismo indiano, cuja adoração foi introduzida na China no terceiro século. Avalokitesvara fez o voto de ir a qualquer lugar do mundo para atender uma pessoa necessitada que lhe peça ajuda.

Os bodhisattvas são agentes da iluminação: compreendem o que ela é e guiam os seres rumo a ela. Em sua compaixão pelos demais, adiam seu próprio acesso ao nirvana para permanecer neste mundo, ajudando os seres sencientes a avançar na direção da verdade.

A palavra “bodhisattva” é composta de dois termos sânscritos: “bodhi” que significa iluminado, e “sattva”, ser senciente. Portanto, bodhisattva é um ser senciente iluminado ou alguém que leva seres sencientes à iluminação. 

 

Estudiosos acreditam que o monge budista e tradutor Kumaraji, em sua tradução chinesa do “Sutra do Lótus” em 406 a.C. foi o primeiro a se referir à forma feminina de Kuan Yin. Dos 33 aparecimentos do bodhisattva mencionados em sua tradução, seis são femininos. Desde então, devotos chineses e budistas japoneses associaram o número 33 à Kuan Yin.

Nos sutras, há numerosas passagens onde se declara que quem pronuncia o nome de Kuan Yin com profunda sinceridade ou lhe recita o mantra com todo o coração renascerá em seu sagrado “Potala” e ali será preparado para alcançar a Iluminação.

 

Apesar da controvérsia acerca das origens de Kuan Yin como um ser feminino, a representação de um bodhisattva, ora como deus ora como deusa, não é inconsistente com a doutrina budista.

As escrituras explicam que um bodhisattva tem o poder de se manifestar em qualquer forma – macho, fêmea, criança e até animal, dependendo da espécie de ser que ele procura salvar. Por isso, Kuan Yin manifesta-se sob inúmeras formas para valer aos necessitados. 

Kuan Yin é a única entre milhares de deuses que transmite a tepidez da compaixão e o refinamento da simplicidade. Se às vezes traz ornamentos de ouro é porque estes constituem o símbolo reservado à condição de bodhisttava celeste.

Seu nome Kuan Shih Yin significa “aquela que considera, vigia e ouve as lamentações do mundo”.

 

Kuan Yin – na China, Kannon ou Kwannon-Sama no Japão, Kwan Seum Bsal – na Coréia, Quan’Am – no Vietnã, Kanin – em Bali, Chenrezig – no Tibete, e Tara – no budismo tibetano. Também podemos encontrá-la como Quan Yin, Guan Yin, Kuan Tzû-Tsai e Kuanon. Seu apelido é “o Buda que nos livra do medo”.

Se você estiver com maus pensamentos, invoque Kuan Yin e verá seu coração e sua mente serem purificados, pois o simples fato de invocar o seu nome faz dispersar a ira e raiva.

Kuan Yin também é conhecida como a Deusa do Amor, Deusa da Misericórdia, Deusa da Compaixão, Salvadora Compassiva do Leste e Nossa Senhora do Oriente.

Devido a seu papel de intercessora e padroeira dos aflitos é, por muitos, comparada a Nossa Senhora – Virgem Maria. Muitos afirmam que ela encarnou o principio da Mãe Divina.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Pela Grande Fraternidade Branca, por volta do século XVIII, foi Chohan do 7º Raio; hoje, faz parte do Conselho Cármico, também é uma Mestra Ascencionada, iluminadora e intercessora da Era de Aquário. Seu papel é fundamental nesta Era, pois sustenta a Chama Violeta da Transmutação Cármica, da Misericórdia e da Compaixão Divina. Estudiosos dizem que, antes da sua ascensão, ela passou por numerosas encarnações, viveu aqui na Terra milhares de vezes.

Kuan Yin, este “Ser Iluminado” que fez um voto para salvar as crianças de Deus, está muito presente no plano físico. Sempre que a invocamos ela vem de imediato, com muita força, nos socorrer. Ela é a Grande Mãe a quem podemos recorrer num momento de emergência de caráter físico. Pois ela libera para o mundo a Chama da Misericórdia/Violeta – a manifestação do perdão, a forma mais pura de amor que existe.

No Oriente, existem milhares de altares dedicados a ela. Podem ser vistos em templos, casas, comércios – lojas e restaurantes, grutas e por todos os caminhos. É um costume das pessoas de todas as idades levarem presentes e oferecerem flores e frutas em seus altares. Japoneses e coreanos fazem questão de colocarem estátuas enormes de Kuan Yin em lugares onde todos possam vê-la.

Apesar de ser uma “Deusa do Oriente”, nós, ocidentais, estamos a cada dia nos voltando mais para seu poder. E com isso, nossa veneração por ela vem aumentando, e dia após dia, tornando-a assim mais conhecida entre nós.

Texto adaptado de “Kuan Yin – a Deusa dos Milagres” de Angela Marcondes Jabor

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